Significado de Escola neoclassica

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A Escola Neoclássica foi o principal pensamento econômico dominante entre 1870 e a Primeira Guerra Mundial, também conhecida como Escola Marginalista. Ela se baseou na teoria subjetiva do valor da utilidade marginal para reformular a teoria econômica clássica. Seus precursores incluem Thünen, Gossen e Cournot, e seus fundadores são considerados os economistas Carl Menger, na Áustria, William Jevons, na Inglaterra, e Léon Walras, na França.

Os economistas neoclássicos rejeitaram a teoria do valor-trabalho da escola clássica, substituindo-a por um fator subjetivo: a utilidade de cada bem e sua capacidade de satisfazer as necessidades humanas. Eles acreditavam que o mecanismo da concorrência, explicado pela interação da oferta e da demanda e fundamentado em critérios psicológicos de maximização de lucro pelos produtores e utilidade pelos consumidores, era a força reguladora da atividade econômica, capaz de estabelecer o equilíbrio entre produção e consumo.

A análise da Escola Neoclássica é fundamentalmente microeconômica, concentrando-se no comportamento dos indivíduos e nas condições de equilíbrio estático. Ela estuda os grandes agregados econômicos a partir desse ponto de vista e faz uso de matemática. A escola neoclássica postula a existência de concorrência perfeita e a inexistência de crises econômicas, considerando-as apenas como acidentes ou consequências de erros.

No entanto, após a Grande Depressão de 1929-1933, os princípios da teoria neoclássica foram contestados por Keynes, que desenvolveu uma análise macroeconômica e introduziu o conceito de equilíbrio de subemprego.

Refletindo sobre a Escola Neoclássica, é interessante considerar a influência de diferentes correntes de pensamento econômico ao longo do tempo e como essas abordagens moldaram nossa compreensão da economia. Cada escola traz contribuições importantes para o campo, e a evolução do pensamento econômico é resultado do debate e das transformações históricas nas sociedades e nos sistemas econômicos.

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